CEP - Controle Estatístico de Processo
Agosto/2012
Avaliação da Conformidade

Olá pessoal, chegamos ao final de mais um ano. E para finalizarmos o ano falaremos nesta edição sobre Avaliação da Conformidade. Mais o que isso significa?

Atender às preocupações sociais, estabelecendo uma relação de confiança para o consumidor de que o produto ou serviço está de acordo com os requisitos especificados e, simultaneamente, não tornar-se um problema para a produção, não envolvendo mais recursos do que aqueles que a sociedade está disposta a investir. Esses são os objetivos fundamentais da Avaliação da Conformidade.

Processo sistematizado, acompanhado e avaliado de forma a assegurar que um produto, serviço, processo ou profissional atenda a requisitos de normas ou regulamentos pré - estabelecidos, a Avaliação da Conformidade normalmente envolve ações visando o estabelecimento de normas ou regulamentos, ensaios e auditorias para avaliação de sistemas da qualidade.

Os principais aspectos que justificam a implantação de programas de avaliação da conformidade são: proporcionar a concorrência justa; estimular a melhoria contínua da qualidade; informar e proteger o consumidor; facilitar o comércio exterior possibilitando o incremento das exportações, e proteger o mercado interno.

A avaliação pode ser de primeira, segunda ou terceira parte, dependendo de quem a realiza.

  • Primeira: é feita pelo fabricante ou pelo fornecedor
  • Segunda: é feita pelo comprador
  • Terceira: é feita por uma instituição com independência em relação ao fornecedor e ao cliente, não tendo, portanto, interesse na comercialização do produtos.

Quando o processo de Avaliação da Conformidade é realizado pela terceira parte é de extrema importância que essa parte seja credenciada, já que o credenciamento é o reconhecimento, por um organismo credenciador, da competência dessa instituição para avaliar a conformidade de produtos, serviços ou sistemas de gestão e pessoal.

O processo de Credenciamento de Organismos executores da certificação é o aspecto vital das atividades desenvolvidas pelos organismos de Avaliação da Conformidade. No Brasil, o organismo credenciador oficial é o Inmetro e os programas de avaliação adotados obedecem a práticas internacionais, baseadas em requisitos da ISO (International Organization for Standardization), entidade normalizadora internacional.

As cinco modalidades de Avaliação da Conformidade são :

  • Certificação
  • Declaração do Fornecedor
  • Inspeção
  • Etiquetagem
  • Ensaios

É importante observar que a Avaliação da Conformidade pode ser voluntária ou compulsória.

Voluntária: quando parte de uma decisão exclusiva do solicitante e tem como objetivo comprovar a conformidade de seus processos, produtos e serviços as normas nacionais, regionais e internacionais. Esse procedimento é usado por fabricantes ou importadores como meio de informar e atrair o consumidor.

Compulsória: quando é feita por um instrumento legal emitido por um organismo regulamentador e se destina, prioritariamente, à defesa dos consumidores, no que diz respeito a proteção da vida, da saúde e do meio ambiente.

Fonte: Site do INMETRO - www.inmetro.gov.br


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Propriedades do Desvio Padrão

  1. O desvio padrão pode ser definido como o afastamento em relação a uma média a próxima da aritmética. De todos os desvios padrões, o mínimo é aquele para o qual

  2. Para as distribuições normais, isso significa que:

    • 68,27% dos casos estão incluídos entre e;
    • 95,45% dos casos estão incluídos entre e ;
    • 99,73% dos casos estão incluídos entre e .

    Para as distribuições moderadamente desviadas, as porcentagens acima podem ser aproximadamente mantidas.

  3. Sejam dois conjuntos de N1 e N2 números (ou duas distribuições com as freqüências totais N1 e N2), com variâncias representadas por s12 e s22, respectivamente, e a mesma média . Então, a variância conjunta ou combinada de ambos os conjuntos (ou ambas as distribuições de freqüências) é dada por:

que é a média ponderada das variâncias.

A variação   ou dispersão real, determinada a partir do desvio padrão, ou qualquer outra medida de dispersão, é denominada dispersão absoluta. Porém, uma variação ou dispersão de, por exemplo, 10 cm na medida de uma distância de 1000 m, é bem menos significante que em uma distância de 20 m. A medida desse efeito é proporcionada pela dispersão relativa, definida por:

Dispersão Relativa = Dispersão Absoluta / Média

Se a dispersão absoluta é o desvio padrão s e a média é a aritmética , a dispersão relativa é denominada coeficiente de variação ou de dispersão (V), geralmente expresso em porcentagem e dado por:

O coeficiente de variação é independente das unidades adotadas, por isso, é útil na comparação de distribuições cujas unidades podem ser diferentes. Uma desvantagem do coeficiente de variação é que deixa de ser válido quando está próximo de zero.

A variável que mede o desvio em relação à média, em unidades de desvio padrão, é denominada variável reduzida (z) e é uma quantidade abstrata (independente das unidades). Se os desvios em relação à média forem dados em unidades de desvio padrão, diz-se que estão expressos em unidades reduzidas. Essas grandezas são muito valiosas para a comparação de distribuições. É definida por:


Até o próximo mês!
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