CEP - Controle Estatístico de Processo
Agosto/2010
Menos desperdício = Maior lucro

Em algum momento da vida, todos nós já reclamamos do mau uso do dinheiro público, não é mesmo? Aliás, com razão, já que esse dinheiro é fruto do esforço e da riqueza produzida por nosso povo. Não podemos permitir que ele seja desperdiçado. Mas, como anda o desperdício dentro de nossa empresa ? Temos procurado gerar índices que nos ajudem a revelar os níveis de desperdícios dentro daquilo que produzimos? O interessante é que o desperdício é conseqüência de comportamentos e hábitos que, muitas vezes, ninguém vê, ninguém toca, mas todo mundo já ouviu falar. E quando aparecem, podem causar danos terríveis para uma organização.

Quando passamos a monitorar os custos daquilo que produzimos, olhando num período maior, como um ano, por exemplo, é possível detectar a economia que uma redução de 10% num determinado consumo pode trazer para a empresa. Mas, onde achar o desperdício ? Bem, há algumas áreas onde é muito comum detecta-lo: tempo, dinheiro, recursos (água, energia, matéria-prima), espaço, idéias, retrabalhos, talentos e muitas outras. E como evita-lo? Há uma estratégia simples: mudar comportamentos e hábitos, pois pequenas ações trazem grandes resultados. Por isso, os programas de qualidade e melhoria contínua preconizam, em sua essência, o envolvimento e conscientização dos colaboradores da empresa, pois só assim os resultados aparecerão. Enquanto houver alguns lutando contra o desperdício, e outros sem o menor interesse, todos irão sofrer com as conseqüências e a empresa estará em sérios apuros.


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Metodologia de Taguchi

A Função Perda de Qualidade de Taguchi

Genichi Taguchi, recentemente popularizou sua metodologia da qualidade com o conceito da função perda, focalizando o impacto da variação da qualidade. Ele tem retratado a idéia de que a variação do alvo desejado acarreta perdas para a sociedade. Apesar de ser uma ferramenta passiva, na medida que ela sozinha não proporciona melhorias no processo, está começando a promover mais efeitos nos produtos do que qualquer outro conceito ou método individual apresentado.

Taguchi aponta que, mesmo o produto estando dentro dos limites de especificação, há um custo definido para a sociedade se a característica não está exatamente no valor nominal; quanto mais longe do nominal, maior o custo. O uso desta função perda, uma expressão matemática que pode declarar, particularmente para propósitos gerenciais, o valor monetário da conseqüência de qualquer aperfeiçoamento em qualidade.

Embora tal valor monetário não represente uma virtual perda ou dano, ele é um conveniente índice de desempenho que pode ser facilmente apreciado pelos tomadores de decisão, já que o seu principal foco está na redução de custos.



A função perda de Taguchi estabelece uma medida financeira para o cálculo do desvio de uma característica do produto com relação ao valor nominal. Pode ser descrita como:


L = k (y - T)2

onde:

  • L = perda devido ao desvio da característica
  • k = coeficiente de perda
  • y = valor da característica de qualidade
  • T = valor nominal ou valor alvo

Para uma amostra, a fórmula da perda média será:

L = k [ ( - T )2 + 2 ]

onde:

  • k = A / (LSE - T)2
  • A = custo de se produzir um produto fora da especificação
  • = valor médio de uma característica
  • 2 = variância relativa à média
  • T = valor nominal

Taguchi também encontrou uma definição alternativa de Cp, o qual adequa-se perfeitamente com a abordagem da função perda. O índice é definido por:

Cpm = (LSE - LIE ) / 6 , onde:

é o desvio padrão do alvo definido por:

2 = 2 + ( - T )2

O índice expressa a variação do alvo, com base em dois componentes de variabilidade: variabilidade do processo () e centralização do processo ( - T). Este estudo também demonstra como o índice de Cpk pode falhar ao medir a centralização do processo em contraste com o índice Cpm, como apresentado na figura abaixo.


Até o próximo informativo!
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