CEP - Controle Estatístico de Processo
Ano III - Nº 36 - Dezembro/2006
Gestão pela Qualidade

"Encarregar-se voluntariamente de" consiste no significado dado ao termo gestão que tem como origem o verbo gerir. Logo, quando se fala em gestão pela Qualidade, pode-se compreender como gerenciamento voluntário, consciente e responsável na implementação de ações orientadas pela qualidade.

Junto à qualidade deve ser também adicionada as experiências e conhecimentos dos empreendedores para que, com essa combinação, estes possam efetuar tarefas como: racionalização de custos, padronização e formalização de processos e busca pela melhoria continuada. Isso demanda tempo, que em muitos casos, por não ser curto, desanima os empresários no meio do caminho. Razão pela qual a gestão pela qualidade em muitas empresas não alcança o sucesso. O tempo de maturação.

Outros aspectos complementam o colocado acima:

  • A importância estratégica da Qualidade deve ser compreendida e disseminada por todos no negócio;
  • Criar indicadores que possibilitem medir de forma contínua os serviços e produtos, buscando sua constante melhoria;
  • Um ambiente de trabalho que possibilite aos colaboradores a oportunidade de sugerir e implementar ações criativas e empreendedoras, sempre com a responsabilidade que compete a cada um;
  • Estimular trabalhos em equipe visando melhorias no relacionamento entre todos os envolvidos no negócio, sejam eles: clientes, fornecedores ou colaboradores.

Para obtenção do sucesso no gerenciamento pela Qualidade, alguns mandamentos devem ser seguidos. São eles:

Satisfação dos clientes: A empresa precisa prover as necessidades e superar as expectativas do cliente. A gestão pela Qualidade assegura a satisfação de todos os que fazem parte dos diversos processos da empresa: clientes externos e internos, diretos e indiretos, parceiros e empregados.

Gerência Participativa: É preciso criar a cultura da participação e passar as informações necessárias aos empregados. A participação fortalece decisões, mobiliza forças e gera o compromisso de todos com os resultados. Ou seja: responsabilidade. O principal objetivo é conseguir o “efeito sinergia”, onde o todo é maior que a soma das partes.

Desenvolvimento de Competências: As pessoas são a matéria-prima mais importante na organização. Elas buscam não apenas remuneração adequada, mas espaço e oportunidade para demonstrar aptidões, participar, crescer profissionalmente e ver seus esforços reconhecidos. Satisfazer tais aspirações é multiplicar o potencial de iniciativa e trabalho. Ignorá-las é condenar os empregados à rotina, ao comodismo, ao “tanto faz como fez”, clima exatamente contrário ao espírito da gestão pela Qualidade.

Constância de Propósitos: A adoção de novos valores é um processo lento e gradual, que deve levar em conta a cultura existente na empresa. Os novos princípios devem ser repetidos e reforçados, estimulados em sua prática, até que a mudança desejada se torne irreversível. É preciso persistência e continuidade.

Aperfeiçoamento Contínuo: Acompanhar e até mesmo antecipar as mudanças que ocorrem na sociedade – com o contínuo aperfeiçoamento – é uma forma de garantir mercado e descobrir novas oportunidades de negócios.

Gerência de Processos: Garantir a Qualidade em cada fase significa preocupar-se com a garantia de toda a operação, exigindo menores esforços e causando menos atritos, pois muitas vezes não dá para fazer mais nada a não ser xingar e jogar fora um produto ou serviço mal executado.

Delegação: Delegar significa colocar o poder de decisão o mais próximo da ação,

Disseminação da Informação: Todos devem entender qual é o negócio, a missão, os grandes propósitos e os planos empresariais.

Garantia da QUALIDADE: A base da garantia da QUALIDADE está no planejamento e na sistematização (formalização) de processos.

Não Aceitação de Erros: Todos na empresa devem ter clara noção do que é estabelecido como “o certo”. Deve existir uma formalização dos processos correspondentes dentro do princípio da garantia da Qualidade.

Racionalização dos Custos: políticas que combatam toda e qualquer forma de desperdício.

    Fonte:
  • Série Saiba Mais – Sebrae
  • Cep Training - Megabyte

doutorcep@datalyzer.com.br

Carta de Controle X-AM (Amplitude Móvel)

A carta de controle X-AM é utilizada em características Variáveis e são compostas por dois gráficos: um gráfico baseado na Média (Carta X) e outro baseado na Amplitude dos subgrupos de amostras (Carta R).

Este tipo de carta de controle é utilizado quando os subgrupos possuem apenas uma amostra, não sendo possível calcular a amplitude do subgrupo. Alguns exemplos de aplicação das cartas de controle X-AM são:

  • Processos homogêneos em que não são necessários subgrupos com mais de uma amostra;
  • Quando se tem inspeção 100% automatizada;
  • Processos cuja taxa de produção é baixa, não sendo necessário acumular resultados ao longo do tempo para a avaliação da estabilidade;
  • Quando o tamanho dos subgrupos de amostras maior que uma unidade é economicamente inviável;
  • Quando apenas uma amostra por lote está disponível.

A carta de Amplitude Móvel proporciona as seguintes vantagens:

  • Mais rápida de se montar;
  • Mais fácil de ser explicada;
  • Comparada diretamente à tolerância;
  • Indicada para casos de medições economicamente inviáveis, demoradas e em testes destrutivos.

Porém, essas cartas de controle não são tão sensíveis a alterações do processo quanto as cartas X-R e X-s.

Logo abaixo, será descrito o procedimento para os cálculos dos Limites de Controle, da Média e da Amplitude deste tipo de carta.

Exemplo

Considere os seguintes dados de amostras coletados em um processo homogêneo.

1 0,37 6 0,43 11 0,59 16 0,5 21 0,39
2 0,38 7 0,35 12 0,5 17 0,64 22 0,41
3 0,62 8 0,44 13 0,5 18 0,52 23 0,42
4 0,45 9 0,44 14 0,63 19 0,5 24 0,48
5 0,49 10 0,5 15 0,46 20 0,37 25 0,49

Como o processo, do qual os dados foram selecionados, é homogêneo, não é necessário obter mais de uma amostra por subgrupo. Portanto, há em nosso exemplo 25 subgrupos de tamanho um.

Quando há mais de uma amostra nos subgrupos, a amplitude é calculada pela diferença entre o menor e o maior valor de cada subgrupo. Para suprir essa deficiência em processos que possuem subgrupos de tamanho um, é utilizada a carta de controle de Amplitude Móvel.

Nesta carta, a amplitude é calculada entre os subgrupos. Cada ponto na Carta R (Amplitude) é dado pelo valor absoluto (sem o sinal negativo/positivo) da diferença entre o valor da amostra do subgrupo atual e o valor da amostra do subgrupo anterior. Observe no seguinte esquema como montar uma carta de controle X-AM.

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Para construir a carta de controle, é necessário calcular a Amplitude Média do processo, que é dada pela seguinte fórmula:

fig3.gif

No exemplo anterior, a Amplitude Média do processo é calculada da seguinte maneira:

fig4.gif

Carta X

Para construir a carta X, é necessário calcular a Média do processo, que é dada pela Média das Médias dos subgrupos. Em nosso exemplo, a Média do subgrupo é o próprio valor da amostra que o mesmo contém.

fig1.gif

Após calcular a Média do processo, vamos aprender a calcular os Limites de Controle desta carta.

Os Limites de Controle da carta X são calculados pelas seguintes fórmulas:

fig5.gif

Substituindo os valores de nosso exemplo nas fórmulas, temos:

fig6.gif

Após traçar os pontos e os Limites de Controle, o gráfico será formatado como mostra a figura abaixo:

fig7.gif

Carta R

Após calcular a Média e a Amplitude Média do processo, é necessário calcular os Limites de Controle da carta R, que são definidos pelas seguintes fórmulas:

fig8.gif

Observação: o Limite Inferior de Controle é 0, pois este é o menor valor não-negativo possível para a diferença entre dois valores de amostras.

Substituindo os valores de nosso exemplo na fórmula, temos:

fig9.gif

Após traçar os pontos e os Limites de Controle, o gráfico possuirá o seguinte formato:

fig10.gif

Boas Festas e um Novo Ano repleto de realizações!

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